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SERÁ QUE VAI DAR CERTO?

  • 19 de Fevereiro de 2016
  • Marcelo Gomes

Pessimista é a pessoa que compreende o mundo sempre a partir de uma perspectiva negativa. Suas marcas, traumas e mágoas do passado roubaram-lhe a alegria do presente e ofuscaram-lhe a visão do futuro. As lentes de seus óculos são escuras e acinzentadas. Não tem entusiasmo, não se anima com possibilidades remotas (considera-as sempre remotas) e não costuma adotar posturas de incentivo ou apoio. Sua frase corriqueira é “não vai dar certo”! Ou algo parecido.

Conviver com pessimistas é um desafio de paciência e resistência. Paciência porque são deprimentes e desanimadores. Raramente contribuem efetivamente com alguma coisa e, quando o fazem, não é sem certo peso de alma. Resistência porque podem contaminar quem com eles convivem. É a velha história da laranja podre... De tanto reclamarem, criticarem, acabam por desestimular os que ainda tinham alguma expectativa de realização. Não são fáceis.

Otimista, por sua vez, é a pessoa que compreende o mundo sempre sob uma ótica positiva. Costuma negar dificuldades e rejeitar riscos. Suas fantasias e autocobranças acirram-lhe o entusiasmo de forma artificial, exagerada e forçosa. As lentes de seus óculos são coloridas e vibrantes. Tem ânimo de sobra. Motiva a si mesmo e aos outros ainda quando seria necessária melhor reflexão ou uma reavaliação das condições disponíveis. Sua frase corriqueira é “vai dar tudo certo”! Ou algo parecido.

Conviver com otimistas é agradável, a princípio, mas pode revelar-se perigoso e decepcionante a médio ou longo-prazos. Perigoso porque é sempre possível assumir algo para o que não se está preparado mediante incentivo abundante, mas inconsequente. Decepcionante porque a experiência prova que as afirmações otimistas nem sempre se confirmam: há momentos em que as coisas não saem como queremos. A vida não é tão simples assim.

Pessimismo e otimismo são enfermidades da alma. Ambos trazem prejuízo e não poucas frustrações. O pessimista perde oportunidades porque desconfia de tudo e de todos. O otimista envolve-se em muitas situações impróprias porque se precipita e recusa ponderação mais aprofundada. Pessimistas precisam abrir-se para Deus e Suas infinitas possibilidades. Otimistas precisam submeter-se a Deus em Sua soberania. 

Pessimistas e otimistas precisam render-se à visão cristã da vida e do mundo. Como escreveu Jürgen Moltmann: “Quem crê em Deus não é um otimista. Ele não precisa do pensamento positivo. Quem crê em Deus não é pessimista. Ele não precisa da lógica da dialética negativa. Quem confia em Deus sabe que Deus aguarda por ele, que ele está convidado para o futuro de Deus e tem em suas mãos, com isso, o mais maravilhoso convite de sua vida”. Há uma confiança na fé que o pessimista não pode rejeitar. Há um realismo que o otimista não pode recusar.

Uma das melhores ilustrações da visão cristã de mundo vem do Antigo Testamento. Trata-se da atitude dos amigos de Daniel ante as ameaças do rei Nabucodonosor (Dn 3): “se, ao som dos instrumentos, vocês não se prostrarem diante da imagem que criei, os lançarei na fornalha sete vezes aquecida; e quero ver quem é o Deus que irá livrá-los de minhas mãos”. Pessimistas se desesperariam. Otimistas negariam qualquer possibilidades de tragédia. Mas os jovens responderam: “fique sabendo, ó rei, que se o nosso Deus, a quem servimos, quiser nos livrar, Ele nos livrará. Se não quiser, ainda assim não nos prostraremos diante de sua imagem!” O final dessa história conhecemos bem.

Enfim, contra toda tendência de uma vida que oscile entre os extremos do pessimismo e do otimismo, a fé firme e sólida nas palavras de Jesus: “no mundo vocês terão aflições (nada otimista), mas tenham bom ânimo – eu venci o mundo! (nada pessimista). Assim seja!

(Extraído do Livro "VIVER É UMA ARTE")

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