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REJEIÇÃO E CULPA

  • 13 de Julho de 2016
  • Marcelo Gomes

Alguém me perguntou: "Errei, pedi perdão, mas a pessoa não quer mais continuar o relacionamento comigo. O que mais posso fazer para que ela me aceite de volta?” Respondi:

Não existem pessoas perfeitas. Todo relacionamento saudável inclui erros e superações, feridas e perdão. O amor tudo sofre e tudo suporta, escreveu-nos o apóstolo Paulo. 

Quando uma pessoa se revela indisposta a superar uma decepção, a ponto de romper em definitivo seu relacionamento, uma de duas possibilidades deve estar na pauta do coração: a ofensa foi mais grave do que ela se sente capaz de superar, talvez em razão de um trauma antigo que volta à tona como um fantasma, ou ela já estava motivada internamente a afastar-se, por dúvidas, desencanto, algo do tipo, e, até inconscientemente, esperava por uma razão externa que justificasse a decisão. E mesmo que nunca tenha sugerido tal hipótese ou falasse que amava, sempre existe a possibilidade de que fizesse afirmações num sentido para minimizar as incertezas em outro.

Lidar com a rejeição, nestes casos, é complicado por duas razões: a primeira, pela rejeição em si mesma, que é sempre muito difícil. Ainda mais para quem já traz consigo algum histórico de rejeição, muitas vezes não elaborado emocionalmente. A segunda razão é a culpa, pois sempre fica a sensação de que tudo seria diferente se o erro não tivesse sido cometido, o que nem sempre é verdadeiro.

O primeiro desafio é absorver o golpe do rompimento. Ninguém é obrigado a permanecer conosco, por mais equivocada, infeliz ou pecaminosa que seja sua decisão. Qualquer mendicância de amor sairá como um tiro pela culatra, pois só fará com que o outro nos desvalorize ainda mais.

O segundo desafio é orar por si mesmo e pela pessoa, para que Deus faça aquilo que nossas palavras e esforços não são capazes de fazer. Mas aqui é fundamental confiar que Ele tem o melhor para nós e é soberano para fazer conforme Sua própria vontade. 

O terceiro, enfim, é perdoar a si mesmo e recusar toda insinuação da culpa, pois relacionamentos que não se mostraram fortes o suficiente para superarem o erro dificilmente sobreviveriam no médio-prazo. Ninguém acerta sempre. E ninguém deve viver esforçando-se para agradar o outro em tudo e sob pena de uma dispensa que permanece como carta na manga. Isso não é amor, é opressão e dominação. No mínimo, conveniência perversa.

E se a ofensa foi grave a ponto de justificar a decisão alheia, arrepender-se, assumir o golpe e seguir em frente, pedindo sabedoria a Deus para não errar novamente nesse nível, inclusive dispondo-se a ser tratado em áreas de dificuldade recorrente, é caminho obrigatório.

Pois não existem pessoas perfeitas, mas todos podemos aprender e crescer com nossos erros!

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